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Sincronicidade e coisas estranhas: esquizofrenia ou coincidências?

2020.10.02 06:24 gaelsibriaome Sincronicidade e coisas estranhas: esquizofrenia ou coincidências?

Acabei de ter a ideia de postar isso aqui, para ser exato, exatamente às 00:51. Então... Vou tentar falar da forma mais resumida possível, quem sabe alguém passa ou já passou por situações parecidas... Eu sou um cara (tenho 25 anos) um pouco cético quanto a algumas coisas, sempre procuro buscar um equilíbrio entre a ciência e a espiritualidade. Mas existem umas coisas que simplesmente não conseguimos explicar. Em 2018 eu tive, digamos, uma saída da realidade, uma explosão de pensamentos intrusivos e eu só conseguia pensar em certas coisas que eu passei a perceber ao meu redor. Números, sinais, palavras... Enfim, eu ficava pensando nas conexões entre várias coisas, como se fossem mensagens do "além" ou o universo tentando me falar coisas. Esses pensamentos intrusivos não me permitiam fazer mais nada, eu até larguei a faculdade pois não conseguia mais estudar. Por conta própria procurei ajuda psiquiátrica. Comecei a tomar dois remédios (Risperidona e sertralina), no fundo eu achava que a psiquiatra desconfiava de esquizofrenia e fiquei pensando nisso por mais dias e dias... Enfim, em duas semanas tive uma virada maníaca e tive de trocar as medicações até achar uma adequada. Depois de meses, fui diagnosticado com TOC (transtorno obsessivo compulsivo), ansiedade generalizada e transtorno bipolar. Hoje, eu tomo apenas um antidepressivo e um estabilizador de humor. Mesmo assim, eu continuo percebendo certas coisas... Mas simplesmente não fico pensando o tempo todo nelas. Definitivamente, apesar desses "diagnósticos" e da medicação que infelizmente preciso tomar, eu não acho que estou louco ou coisa do tipo. Eu PERCEBO muitas coisas e em duas ocasiões eu cheguei a "prever" acontecimentos. Vou relatar alguns: Dias antes de um avião cair no bairro Caiçara (aqui em BH), eu comecei a pensar muito em aviões, inclusive comecei a assistir uma série chamada Lost (no primeiro episódio há uma queda de avião) e eu também ouvia a palavra "Caiçara" em vários lugares. Tipo, eu passava na sala justamente na hora em que o telejornal falava sobre o bairro Caiçara, estou no supermercado e uma mulher fala "Caiçara", até em casa minha avó comentou com minha mãe que uma fulana se mudou pro bairro Caiçara. Eu até comentei que era a 5ª ou 6ª vez que ouvia essa palavra no MESMO DIA. Eu notei isso pois não era comum ouvir essa palavra e de repente, ela me aparece em todo lugar... Deixei pra lá. No dia seguinte, um avião cai no bairro Caiçara, matando 3 pessoas. Ok, engoli aquilo como se fosse uma coincidência (para não ficar pirando nisso). Mas até minha avó se lembrou e me falou "E ontem cê tava falando que tava ouvindo muito do Caiçara". Ok, fiquei um pouco encucando, mas não pirei no assunto. Talvez fosse só uma coincidência. Em novembro do ano passado, fui limpar a parte de cima do meu guarda-roupa e como tava com muita poeira e pra evitar crise alérgica, comprei uma máscara descartável na farmácia por apenas R$0,25 centavos. Limpei tudo, não ficou um rastro de poeira e sem espirros. Não sei o que me deu, peguei o celular e tirei duas selfies usando máscara. Na noite do mesmo dia, tive um sonho onde andava na rua da minha casa e todos usavam máscaras cirúrgicas, não me lembro exatamente, mas tinha uma boneca robô gigante que ficava andando pelas ruas soltando um gás que matava as pessoas (?!?!?!?). Esqueci desse sonho, como fazemos com todos os outros. Veio a pandemia e nem me lembrei disso. Esses dias fui procurar uma foto no aplicativo Fotos e acabei vendo a selfie que tirei com a máscara, em novembro do ano passado. Neste momento, me lembrei do sonho. Mas ok, outra coincidência. Não vou ficar pensando nisso. Mas essas coisas não param de acontecer. Eu não tenho paz, pois estão cada vez mais fortes e eu simplesmente não tenho com quem falar isso. Por exemplo: esses dias eu li uma matéria sobre o assassino do John Lennon e na matéria tinha uma foto específica do John Lennon de braços cruzados, com uma camiseta escrita "New York City". No MESMO DIA passei na porta de uma loja de instrumentos musicais e vi um poster com essa mesma foto. Mais tarde, vejo um rapaz com uma camisa com a mesma foto... À noite, abro o Instagram e a primeira foto no feed é a do John Lennon de braços cruzados... WTF, porque essa foto em específico me apareceu tanto no mesmo dia? Essas são só umas coincidências mais leves, pois ocorrem umas mais pesadas também. Mas se eu for contar tudo, vai ficar muito grande e já estou com a impressão de que este desabafo já está grande mais. Mas pra finalizar, eu também me sinto perseguido por números. Alguns especificamente aparecem com mais frequência. Por exemplo: pego o celular e são 11:45. No mesmo dia vejo o número na placa de um carro com esse número, vou ao mercado e a compra dá exatamente 11:45, no mesmo dia até vejo um ônibus 1145 HAHUHAHKKNADH Eu tô praticamente bugando. Eu sei que não estou enlouquecendo, mas essas situações são muito estranhas e chega o momento que eu tenho que admitir pra mim mesmo que elas devem significar alguma coisa. Alguém já passou ou passa por algo semelhante?
O que mais me irrita é que essas coisas acontecem, mas nunca são óbvias. É como você estar com aquela palavra na ponta da língua, mas não sabe falá-la.
Enfim, estou morto de sono. Agradeço a quem leu até o fim. E espero também encontrar alguém que passe pelas mesmas situações. Boa noite.
Edit I: morro de medo de virar um charlatão desses que vai na TV fazer previsões.
Edit II: essas coisas não vem quando eu quero. Acha que já não tentei adivinhar os números da mega sena? Hahaha Essas coisas aparecem aleatoriamente quando nem estou pensando nelas.
Edit III: nunca tinha postado nada aqui; mas senti que precisava desabafar. Ou quem sabe encontrar ajuda. Eu acho que vou morrer em breve. É o que os sinais urbanos estão me indicando. Além de ver vários cavalos brancos...
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2020.09.22 05:22 jujubadejurubeba Sugestão de série com temática LGBT: Mr. Heart (por Park Seon Jae)

Projeto de continuação de outra mini-série de temática LGBT entitulada Where Your Eyes Linger (2020), Mr. Heart é uma mini-série sul-coreana dirigida por Park Seon Jae que tratará de dois jovens atletas, os corredores Sang Ha e Jin Won, que passam a se relacionar por conta de treinamentos, competições, em busca das medalhas e troféus dos campeonatos, e percebem um novo rumo para uma relação que, antes, era meramente esportiva. "Você seria capaz de correr atrás do amor?".
A série está disponível pela WeTV, Rakuten VIKI, mas seus episódios legendados podem ser encontrados também em sites não-oficiais.
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2020.08.22 16:26 clzedi "Paraquedas emocional" (ou " Primeiro Te Amo não correspondido")

Não tive coragem de tomar os remédios com bebida. Três coisas, nessa respectiva relevância, frearam meu instinto irracional naquele momento: minha filha, meu cigarro e vocês. Essa combinação de eventos foi meu paraquedas na queda livre vertiginosa que estava até o fundo do poço.
Narro resumidamente os eventos da soturna madrugada: minha filha me ligou durante minha tentativa de me dopar fatalmente, depois disso, terminei o texto "testamento", um desabafo que escrevi aqui, entitulado como "O que sobrou de mim". Depois de postar, aconteceu a coisa mais inusitada da noite aconteceu: num ímpeto, empurrei tudo que havia em cima da cama pelo chão do quarto, esquecendo o cigarro entre meus dedos, que de alguma forma queimou minha mão e se perdeu dentro do cobertor...
... Instinto de sobrevivência é algo incrível!
Pulei correndo, joguei o cobertor no chão procurando o maldito cigarro, a essa altura já apagado. Dei risada no meio do choro, sentei no chão e desabei. Não lembro no que pensei nos próximos 20 minutos, mas lembro de ter chorado como criança.
Depois de levantar, abri o Reddit e vi que havia dois comentários. É incrível como dois desconhecidos podem alterar todo planejamento do dia. Eles me motivaram, sentiram uma fagulha da minha dor a distância, e falaram o que eu já sabia, mas precisava ouvir de outras pessoas: continue remando.
Durante o outro dia, outros desconhecidos vieram e comentaram também. Outrora, comentários na internet eram pra mim um conceito vago de comunicação. Hoje, são bússolas distintas, que nem sempre guiam pelo mesmo caminho, mas todas em uma direção só. Vocês não tem ideia de como me ajudaram com isso tudo até o momento.
Esses dois últimos dias foram difíceis, mas aprendi a trocar a dor emocional pela dor física. Não comi nada nas últimas 48 horas, e a bebida tem me feito conseguir dormir. Meu trabalho está a revelia.
Ontem precisei falar com ela, e me deixei a disposição para conversar. Me ocorreu que talvez ela precise disso tanto quanto eu. Ela respondeu amistosamente, e disse que está se tratando e pela primeira vez quer melhorar. Eu gostei muito de ler aquilo, me deu esperança...
... Foi aí que resolvi me despedir como sempre me despedi dela: "Te amo"
Essa foi a pior decisão de minha vida. Em 12 anos, pela primeira vez, ela não me respondeu.
É engraçado como a ausência de duas palavras podem fazer um buraco enorme no peito. A tristeza é maior do que tudo nesse momento, e por mais que eu saiba que o sentimento está ali dentro dela, ela não consegue mais achar ele para colocar em cinco letras.
Queria amar a mim mesmo na mesma intensidade que amo tudo que a gente criou juntos. Eu sou construção dela, e ela construção minha. Percebo agora que sou péssimo nisso.
Esse último parágrafo me fez pensar: talvez eu realmente não mereça ela. Talvez ela tenha chegado a esse ponto por minha causa, e minha punição será ver ela seguir em frente sem mim.
Ainda está tudo muito nebuloso e confuso. O único jeito de saber disso é continuar vivo mais um tempo, melhorar para estar bem e, quando ela voltar, caso ela voltar, não ser eu o único problema agravado depois dessa crise.
Vou voltar a fazer academia: pra quem quase cometeu suicídio duas vezes em dois dias, o Coronavirus não será um problema tão grande. Vou me automedicar com antidepressivos também, preciso de minha mente no lugar. Vou continuar postando minha rotina emocional aqui também, pois tem me ajudado tanto escrever quanto ler os comentários.
Eu vou melhorar, mas estou decidido: assisti 12 episódios dessa série linda, e tinha o sonho de assistir mais 50. Se isso for privado de mim, vou desligar a TV.
Só decidi que, se for para tomar uma decisão tão importante na minha vida, que seja de corpo e alma são. Tenho medo somente das fagulhas de coragem. O álcool nunca foi tão doce, o pedal nunca foi tão fundo, e o gatilho nunca foi tão leve quanto agora. Preciso fugir dessas escolhas fáceis!
Eu vou melhorar... Pela minhas filhas, por ela, por mim.
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2020.07.30 00:21 1berto86 Documentário "Afinal, Quem é Deus?"

Boa noite pessoal,
Há alguns meses, zapeando pelos canais num almoço de domingo, encontrei na TV Cultura uma série muito interessante chamada "Afinal, Quem é Deus?". É um documentário de 13 capítulos que constrói, do ponto de vista das crianças, sua definição de crença e religião. Cada programa de 15 minutos aborda uma: judeus, pagãos, bola de neve, mbyá-guarani, católicos, nação, união do vegetal, islã, espiritismo, budismo e até ateus.
Como eu peguei o último episódio passando na TV Cultura, procurei no guia de programação e terminei descobrindo que passaria na TV Brasil (do Governo Federal), onde consegui acompanhar todos os episódios. Eles eram exibidos na faixa religiosa do canal (domingo, 6h), então os coloquei pra gravar e assisti num horário mais adequado. Feito isso, apaguei.
O programa é de uma sensibilidade ímpar, porém não consegui mais encontrar onde posso assistí-lo ou até comprá-lo, e gostaria da ajuda de vocês para saber onde eventualmente ele possa ser adquirido.
Aqui o teaser: https://vimeo.com/329467814
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2020.07.08 15:41 vandersonmr Podcast Ciência da Computação

Olá pessoas da internet!
Primeiro, vocês sabiam que hoje é dia nacional da ciência e do pesquisador? Acompanhem a hashtag: #CientistaTrabalhando
Mas, o que vim falar é: a mais ou menos um mês eu mandei aqui no brasilivre e no brasil um questionário perguntando a opinião de vocês sobre um podcast de divulgação cientifica sobre a ciência da computação. Eu fiquei muito feliz com as respostas, comentários e com a quantidade surpreendente de pessoas que apoiaram a ideia!Hoje eu venho trazer uma boa notícia: lançamos o podcast!!
Fazer ciência no Brasil não é fácil e divulgar ciência se tornou um ato de esperança nesses tempos sombrios que vivemos. Ainda estamos aprendendo a fazer tudo, e devemos melhorar muito com o tempo, principalmente em conseguir ser mais acessível para um publico cada vez mais amplo e geral. Somos dois alunos de doutorado em ciência da computação pela Unicamp e vamos trabalhar duro para trazer a ciência da computação mais perto das pessoas.
Esse dia é muito especial para mim, já que me tornei um cientista por causa de um grande divulgador: Carl Sagan, com sua série de TV, cosmos. Claro que não espero ser um Carl Sagan :p mas me sinto muito feliz em ter a oportunidade de, com o tempo, fazer elas se apaixonarem pela ciência e pela ciência da computação da mesma forma com que eu sou apaixonado.
Se quiserem apoiar o projeto vocês, primeiro, podem escutar os episódios: https://computacaopodcast.com.br
Podem nos seguir nas redes sociais:https://twitter.com/computacaocast
https://www.facebook.com/computacaocast
instagram: \@computacaocast
Nos seguir no castbox e no spotify: https://open.spotify.com/episode/5OTWGcNlbEBAx8166RJlca?si=GJwR5ExdSGqMoZjWqRhNGg
E considerar fazer uma doação (assim podemos comprar equipamentos melhores e aumentar nosso alcance com publicidade): https://apoia.se/computacaocast
Muito obrigado! E viva a ciência e viva a ciência brasileira! Parabéns a todos os ciêntistas e pesquisadores do reddit :)
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2020.07.08 15:40 vandersonmr Podcast Ciência da Computação

Olá pessoas da internet!
Primeiro, vocês sabiam que hoje é dia nacional da ciência e do pesquisador? Acompanhem a hashtag: #CientistaTrabalhando
Mas, o que vim falar é: a mais ou menos um mês eu mandei aqui no brasil e no brasilivre um questionário perguntando a opinião de vocês sobre um podcast de divulgação cientifica sobre a ciência da computação. Eu fiquei muito feliz com as respostas, comentários e com a quantidade surpreendente de pessoas que apoiaram a ideia!Hoje eu venho trazer uma boa notícia: lançamos o podcast!!
Fazer ciência no Brasil não é fácil e divulgar ciência se tornou um ato de esperança nesses tempos sombrios que vivemos. Ainda estamos aprendendo a fazer tudo, e devemos melhorar muito com o tempo, principalmente em conseguir ser mais acessível para um publico cada vez mais amplo e geral. Somos dois alunos de doutorado em ciência da computação pela Unicamp e vamos trabalhar duro para trazer a ciência da computação mais perto das pessoas.
Esse dia é muito especial para mim, já que me tornei um cientista por causa de um grande divulgador: Carl Sagan, com sua série de TV, cosmos. Claro que não espero ser um Carl Sagan :p mas me sinto muito feliz em ter a oportunidade de, com o tempo, fazer elas se apaixonarem pela ciência e pela ciência da computação da mesma forma com que eu sou apaixonado.
Se quiserem apoiar o projeto vocês, primeiro, podem escutar os episódios: https://computacaopodcast.com.br
Podem nos seguir nas redes sociais: u/computacaocast
Nos seguir no castbox e no spotify: https://open.spotify.com/episode/5OTWGcNlbEBAx8166RJlca?si=GJwR5ExdSGqMoZjWqRhNGgE
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Muito obrigado! E viva a ciência e viva a ciência brasileira! Parabéns a todos os ciêntistas e pesquisadores do reddit :)
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2019.10.28 08:22 altovaliriano Showrunnes falam sobre Game of Thrones no Austin Film Festival

Ontem a tarde (27/10), a usuária (acho que é mulher) do twitter de nickname "Needle & Pen" esteve na platéia da coletiva com David Benioff e Dan Weiss e tuitou, entre as 05:12 e as 06:32h, algumas das coisas que ouviu de ambos em uma imensa thread na rede social.
Eu traduzi a thread, sem os comentários que ela fez após o evento acabar.
Confira abaixo:
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.10.22 01:44 EraPossible Série Watchmen lacradora?

Sou de direita e conservador, e não achei o primeiro episódio "lacrador", como algumas pessoas estão achando.
Estou totalmente por fora dos quadrinhos de Watchmen e não posso dizer se o início da série está sendo fiel aos próprios ou não... mas no geral foi um início bom.
Estão dizendo que a "gang do Rorschach" são "cristãos supremacistas brancos da Ku Klux Klan", que são de direita, bolsonaristas, olavistas e conservadores, que estão querendo matar os policiais progressistas, além de todos os negros da face da Terra...
Essa é "uma das máximas" que define o discurso esquizofrênico dos esquerdopatas: não entender o que é realidade e o que é a ficção. Realmente... pra alguém que enxerga no comunismo/socialismo um modelo político-econômico viável, não me surpreendo que eles fiquem tão embasbacados com a série e que comecem a latir os seus bordões favoritos0 como "a casa grande surta quando vê uma protagonista negra..." ou que "conservadores direitistas piram quando veem sendo caçados em uma série de TV..." Não sei vocês, mas eu como conservador de direita não vi nenhum problema... em nenhum momento quero matar negros mesmo, e nem praticar atos terroristas... cujo tais atos são muito mais comuns e praticados justamente por pessoas do espectro político-ideológico esquerdista.
No geral: o início da série foi boa, os atores são bons, só não curti muito as trilhas sonoras nas horas de ação.
submitted by EraPossible to brasilivre [link] [comments]


2019.10.08 05:02 altovaliriano Explique "Grande Conspiração Nortenha" (out/2019) - Sem sinal de ASOIAF (ago/1990)

Hoje eu quero iniciar o formato que acredito ser o ideal para analisar os arquivos do So Spake Martin (SSM) de Westeros.org.
Eu tentarei analisar os SSMs mais antigos em ordem cronológica e os mais recentes de forma retroativa, até que ambas as pontas um dia se encontrem no meio. Daí em diante, eu passaria a apenas a analisar os mais recentes.
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Mais recente: Entrevista à WGN Radio (04/10/2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16162
Martin foi entrevistado por telefone por uma rádio de Chicago antes da sua visita na cidade (que deve estar ocorrendo enquanto falamos).
Os apresentadores começam falando sobre a carreira de Martin na ficção científica, comentam a dificuldades de interação com leitores hoje em dia e, por fim, perguntam como é ter Westeros noite e dia consigo durante a escrita.
Martin fala diz que quando a escrita está correndo bem, ele fica pensando em Westeros o dia todo, mas o momento em que as idéias mais lhe ocorrem é quando esta indo dormir. Que fica pensando na cena que vai escrever na manhã seguinte ou na semana seguinte e que os personagens tomam vida e ele chega a ouvir partes de diálogos.
Depois as perguntas se concentraram em Game Of Thrones. Martin disse que o alívio porque o show acabou é apenas parcial, em razão de agora não se martiriza tanto pensando que está atrasado em relação à HBO.
Quando um dos apresentadores critica os roteiros dos episódios da 5ª temporada em diante (especialmente em relação à última temporada), Martin responde bruscamente. Diz que ele vai terminar o próximo livro e que aí poderão ler a versão dele da história. Martin também não avança muito quando é perguntado sobre Bloodmoon (série sucessora de GoT sobre a Era dos Heróis, sob a responsabilidade de Jane Goldman), apenas frisa que a série é de autoria de Jane Goldman.
No final da entrevista, o apresentador fala que seus filhos falaram tanto sobre a "Grande Conspiração Nortenha" (uma teoria de fã que devo cobrir no futuro) que ele sabia que só teria paz quando pedisse para GRRM explica-la. Martin ri e diz que não comenta teorias de fãs, pois diz que há muitas por aí, e umas são verdade, outras não.
O programa é encerrado com os apresentadores falando mal da escrita de Dan & David e tirando sarro de Martin por ter sido brusco na resposta sobre o final de Game of Thrones.
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Mais Antigo: Entrevista ao site Eidelon (01/04/1990)
Link: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1431
Nesta entrevista, vemos Martin responde perguntas sobre sua carreira na Ficção Científica e Horror, seu envolvimento com Hollywood (e o quão hesitante ele estava em voltar a trabalha lá depois de The Beauty and the Beast) e ele fala dos planos para o futuro.
O que é interessante sobre esta entrevista é que ela aconteceu antes que Martin começasse a escrever ASOIAF (em 1991) e vemos Martin avaliando um futuro que não incluía as Crônicas de Gelo e Fogo.
Confira abaixo a entrevista traduzida na íntegra:

E: Por que você começou a escrever?
GM: Bem, eu não acho que tenha decidido conscientemente me sentar um dia e dizer "Nossa, eu vou começar a escrever". De certo modo, eu sempre escrevi. Mesmo antes de poder escrever, eu sempre pensei em histórias e inventei histórias. Mesmo quando eu era criança e brincava, inventava personagens, brincava com tramas, brincava com histórias, contava histórias para as outras crianças. Portanto, não tenho certeza de que algo a que se chega depois de certa deliberação, é apenas algo que, pelo menos comigo, parecia automático; algo que eu nasci com.
Comecei a enviar minhas histórias e a publicá-las primeiro a nível de fã: nos tempos de escola durante a adolescência, eu era ativo no fandom de quadrinhos, que naquela época estava apenas começando nos Estados Unidos. Eu era um fã ativo de quadrinhos. Então publiquei em vários fanzines de quadrinhos e, finalmente, quando estava na faculdade, fiz minha primeira venda profissional.
E: Você é mais conhecido por escrever contos de ficção, e eu sei que escrever contos de ficção não compensa tanto quanto escrever romances. Por que você ainda escreve contos de ficção?
GM: Bem, às vezes eu só tenho uma história para contar que não tem o suficiente para ser um romance, e eu prefiro fazer um bom conto ou uma boa novela do que escrever um romance ruim e grande.
Na verdade, à medida que minha carreira progredia, minhas histórias tendiam a ficar cada vez mais longas. Quero dizer, acho que se você realmente olhar para a minha bibliografia, bem no início da minha carreira, escrevi principalmente pequenos contos. Faz vários anos desde que pude produzir um conto real e genuíno. Ou seja, algo curto [risos]. Embora eu escreva coisas com comprimento menor do que uma novela: venho fazendo muitas novelas e noveletas nos últimos anos.
E: Ainda é difícil vender novelas? Há uma maravilhosa história de horror em um dos livros de Stephen King sobre o quão difícil é vender novelas. Você acha isso?
GM: Não é difícil para mim vender novelas de ficção científica. Stephen King tem um nome gigantesco, é claro, mas mesmo ele está em uma posição um pouco estranha, pois é um escritor de terror; não há mercado para contos de terror, pelo menos não nos Estados Unidos. Existem algumas revistas semi-profissionais; ocasionalmente, a Revista de Fantasia e Ficção Científica publicará alguns, mas para as novelas de ficção científica ainda há um mercado bastante ativo, e foi uma novela, "Uma Canção para Lya", que virou uma das minhas principais histórias inovadoras no início de minha carreira. Ganhei meu primeiro prêmio Hugo, aqui na Austrália, na verdade; na Aussiecon One.
E: Você escreve muito horror hoje em dia. Por que? Pois só lhe vem histórias de horror ou porque acabou a graça da ficção científica?
GM: Bem, eu não diria isso. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Há muitos tipos diferentes de histórias que quero contar. . . ficção científica, fantasia, horror, até mesmo algumas convencionais. Adorei histórias de horror quando jovem. Eu li muitas delas. Mas, por um tempo, a graça delas meio que acabou. Depois de ler tudo o que HP Lovecraft havia feito, na colégio, e ter experimentado alguns outros, realmente não consegui encontrar nenhum escritor de terror de que gostei. Eles não pareciam mais capazes de me assustar. Então eu meio que me afastei disso e, quando comecei a vender profissionalmente nos anos 70, eu estava lendo e escrevendo exclusivamente ficção científica. Mas acho que Stephen King produziu um genuíno renascimento do horror. Eu li e gostei de King. Muitas pessoas vieram no rastro dele, que eram imitadores e não eram tão bons, mas acho que ele provou que a ficção de terror ainda era viável. Eu tenho minha própria abordagem na ficção de horror, é claro. Eu não acho que isso se encaixa perfeitamente na categoria Stephen King. Há um parâmetro, o que eu chamaria de sensibilidade de "ficção científica", até mesmo para a minha ficção de terror.
E: Isso é extremamente lógico, extremamente bem explicado. . .
GM: Sim, há uma parte de mim que é muito Campbelliana em vez de Lovecraftiana, que acredita que realmente está dentro da capacidade da mente humana de compreender tudo, e meus protagonistas não são levados à loucura, como muitos de Lovecraft foram, por horrores grandes e incompreensíveis demais para eles imaginarem.
E: O que você acha do horror "moderno", da tradição do splatterpunk e do fato de os filmes estarem ficando cada vez mais violentos e cada vez mais bobos?
GM: Essa é uma pergunta muito ampla. Fiz parte de alguns painéis que falar sobre isso por algumas horas.
Certos aspectos disso me preocupam, na verdade. Permita-me aqui esclarecer que não sou a favor de nenhum tipo de censura; Eu sou bastante anti-censura. Eu sou o mais extremo que se pode ser sobre toda a questão da liberdade de expressão. Mas, no entanto, como leitor, lendo algumas dessas coisas, me perguntam o que eles querem dizem sobre a sociedade e a cultura norte-americanas, e me pergunto o que essa tendência significa, pois o horror se torna cada vez mais explícito e o foco muda, como tantas vezes acontece, para fazer do monstro o herói ao invés de vilão de grande parte de filmes de terror...
E: Eu lembro da frase em "The Skin Trade", em que um personagem atribui um assassinato a "alguém que já viu muitos filmes de Halloween e sexta-feira 13 ".
GM: Sim. Eu assisti a alguns desses filmes em que não apenas o que está na tela é perturbador, mas o comportamento de certos membros da platéia é muito assustador.
E: O que você está escrevendo agora? O que podemos esperar ver em um futuro próximo?
GM: Bem, no momento não estou no meio de nada importante. Continuo trabalhando na minha série Wild Cards , que é uma coisa contínua. No momento, estou trabalhando principalmente como editor, apesar de ter escrito metade do livro sete (que será lançado em agosto nos Estados Unidos). Esse é um mosaico de duas pessoas, eu e John Miller, por isso é essencialmente um romance colaborativo, do qual metade é meu.
Entreguei o livro oito e estou trabalhando na edição do livro nove, mas ainda não tenho histórias. Estou simplesmente trabalhando nisso como editor, e a série não para por aí. Até janeiro, é claro, eu estava trabalhando em no programa de TV A Bela e a Fera, mas que agora terminou, então eu assinei para fazer um filme de ficção científica de baixo orçamento (para fazer roteiro dele), mas não posso falar muito sobre isso. E estou testando algumas novas idéias de romance e tenho certeza que quando junho chegar (junho é tradicionalmente o mês em que a nova temporada de televisão começa em Hollywood) posso acabar recebendo ofertas para escrever ou produzir um novo programa de televisão. Eu teria que avalia-las, mas se eu voltaria para lá, eu não sei dizer. Depende do que tipo de show é, qual é a oferta, é algo que me interessa? Então, basicamente, tenho alguns meses de folga agora.
E: Um dos meus livros favoritos é oTuf Voyaging. A Locus [Magazine] anunciou há muito tempo que haveria um segundo livro,Twice as Tuf”. Eles estavam mentindo?
GM: Bem, eles não estavam mentindo. Pode ser que esse livro ainda venha, mas não será lançado tão cedo. Basicamente, eu assinei para fazer o Twice as Tuf e logo depois de assiná-lo, acabei trabalhando em Hollywood, primeiro em Além da Imaginação e depois em A Bela e a Fera , e isso ocupou muito do meu tempo. E o prazo chegou e foi embora e nós o estendemos várias vezes para Twice as Tuf e nada... Eu nunca tive tempo para produzir nada relativo a isso. Então, finalmente, cheguei a um entendimento com a editora, pelo qual lhes dei essencialmente dois dos meus direitos para brochura de dois outros livros, A Morte da Luz, meu primeiro romance, que eles acabaram de relançar, e direitos para brochura de uma de minhas coleções que nunca esteve foi impresso em brochura [Retrato de Seus Filhos - Ed. ], então eles farão uma edição desta também, e eles substituirão Twice as Tuf. Agora, eu ainda gostaria de escrever mais sobre esse personagem e ainda acho que vou retomar e fazer esse livro algum dia, mas exatamente quando esse dia chegará, eu não sei.
As demandas da TV quando estou trabalhando em um programa me mantêm bastante ocupado, e fazendo isso e os Wild Cards, eu não consigo dar conta de muita coisa. E agora que tenho um pouco de tempo para pensar em assumir outro projeto, não acho que a coisa "Tuf" seja a primeira coisa em que realmente me apetece entrar agora. Eu gostaria de fazer outro romance quando tiver tempo; um que não seja parte deu uma saga.
E: Você mencionou a Bela e a Fera e Além da Imaginação**.** Como é escrever uma série? Além da Imaginação deve ser bem diferente, pois é uma série antológica... Como foi sua experiência com isso, como você se envolveu e como foi?
GM: Bem, eu me envolvi nisso quase por acaso. Phillip de Guerre, que foi o produtor executivo de Além da Imaginação, também é um grande fã de rock 'n' roll, e há alguns anos atrás eu fiz um livro chamado The Armageddon Rag e Phil o selecionou para um filme. Naquela época, ele me levou para Hollywood, tive várias reuniões com ele para discutir o roteiro que ele planejava escrever para o filme de The Armageddon Rag e ele escreveu vários roteiros, mas nunca conseguimos fazer o filme ou conseguir financianciamento.
Mas eu conheci Phil no processo e, quando ele pôs Além da Imaginação em produção, resolvei arriscar e me deu um trabalho de roteiro, e gostou do resultado o suficiente para que, quando estavam com muito serviço, me trouxessem a bordo como Staff Writer (que é o único cargo de produção de Hollywood que contém a palavra "escritor" e, portanto, você sabe que é a posição mais baixa da cadeia, como de fato era). Então, comecei como redator em Além da Imaginação e subi até o Story Editore, em seguida, Executive Story Consultant. E, em A Bela e a Fera, eu fui Produtor e depois Coordenador de Produção.
Então, Alpem da Imaginação era bem diferente de A Bela e a Fera, de certa forma, porque um era um show antológico e o outro é uma série episódica semanal regular, e ainda assim os dois projetos tinham talvez mais em comum um com o outro do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito, porque eles eram, afinal, a televisão, que é um mundo completo em si mesmo, e é diferente de qualquer experiência que um escritor possa ter, de verdade.
De certa forma, sinto que a televisão era boa para mim. Certamente foi bom para mim financeiramente [risos] e foi muito estimulante. Digo, eu havia sido um escritor independente por muito tempo antes de assumir esse emprego; trabalhando em casa, acordando todos os dias, levando duas horas para tomar minha xícara de café, entrar no escritório, ligar o processador de texto, talvez fazer alguma coisa, talvez não (Eu nunca fui um escritor muito disciplinado, e é por isso que minha bibliografia é comparativamente curta em comparação com alguns de meus contemporâneos).
Não é assim que Hollywood funciona. Você entra no escritório todos os dias, fica lá não por oito horas por dia, mas algo mais perto de dez, onze ou doze horas. Você está escrevendo, participando de reuniões, participando de sessões de apresentação, indo ao set, reunindo-se com o diretor ou o responsável. Então isto me impôs certa disciplina em mim; que era boa para mim e também extremamente estimulante. Digo, era um mundo totalmente novo para aprender, sobre o qual eu não conhecia nada antes, e isso me envolveu em algo que eu não tive por muitos anos; todo esse negócio de "ambiente de escritório", onde você realmente precisa entrar e interagir com outras pessoas.
Hollywood é um mundo estranho, mas, de certa forma, é o Mundo Real, e é bom para um escritor entrar em contato com o Mundo Real de vez em quando. Eu acho que um escritor que passa toda a sua carreira escrevendo romances a partir dos estudos que faz em sua casa (e talvez encontrando algumas pessoas em convenções ou ocasionalmente indo a um coquetel literário) perde de vista o mundo real, de como as coisas realmente são lá fora. E você começa a fazer muitas coisas auto-referenciadas, o que eu acho que é uma armadilha para qualquer escritor.
E: Você colaborou bastante durante sua carreira, fora o trabalho de televisão. Você gosta disso e como você faz?
GM: Cada caso é diferente. É como um casamento. Eu colaborei com Lisa Tuttle, Howard Waldrop, George Gutthridge. Com quem mais eu colaborei? Estou esquecendo alguém? [Risos.]
E: Bem, a televisão é colaborativa até certo ponto. Wild Cards é colaborativo, se preferir.
GM: Bem, com Wild Cards , estou funcionando mais como editor do que como colaborador, então isso é um pouco diferente. Cada uma das minhas colaborações era essencialmente diferente.
Aquele com Howard foi a primeira colaboração. Isso era basicamente: Howard e eu estávamos nos correspondendo há muitos anos, finalmente nos conhecemos em uma convenção em Kansas City, 1972, e devia ter algo errado naquela água ou algo do tipo porque decidimos "Ei, vamos fazer uma história juntos!" Então, enquanto todo mundo estava no Playboy Club no hotel de convenções servindo bebidas por coelhinhas voluptuosas, Howard e eu estávamos em nosso quarto de hotel com a pequena máquina de escrever portátil de Howard, martelando folhas de papel amarelo e, sabe, ele escrevia e ficava sentado atrás dele na cama e então ele parava e eu escrevia, e não produzimos muito coisa. Terminamos uma pequena parte, mas ele levou para casa, escreveu mais um pouco, enviou para mim e assim por diante.
Lisa e eu, éramos pólos opostos para começar. Ela estava no Texas e eu em Chicago quando começamos e depois em Dubuque, Iowa, e colaboramos principalmente através de e-mails, cada um de nós escrevendo uma seção, enviando-as para o outro, que reescreveria a seção anterior que o outro havia escrito e então avançaria um pouco mais além. Assim foi indo e voltando até que chegou um ponto em que eu não sabia mais o que Lisa havia escrito naquele livro e o que eu havia escrito. Ocasionalmente, uma frase se sobressaia como uma “frase de Lisa" ou uma frase minha, mas, fora isso, eu não saberia diferenciar.
A coisa com George Gutthridge, era uma história muito velha. Na verdade, foi uma das primeiras histórias de ficção científica que eu escrevi, que foi recusada várias vezes e que eu nunca fui capaz de vender. Anos depois, George pegou-a e reescreveu. Portanto, minha escrita foi feita no final dos anos 60, e ele a dele foi feita uma década depois.
E: Nightflyers foi transformado em filme há alguns anos atrás. O que você achou do filme? Foi bem diferente da sua história.
GM: Bem, acho que eles foram cerca de 75% fiéis, mas, infelizmente, os 25% que eles mudaram tiveram uma espécie de efeito cascata e fizeram com que os 75% que não foram alterados não fizessem tanto sentido quanto poderia ter. Eles fizeram algumas mudanças que eu aprovo e gostei e outras que não entendi e não gostei.
Eu acho que o filme teve algumas coisas boas - direção de arte adorável, efeitos especiais maravilhosos, considerando o orçamento que era minúsculo (sim, eles não têm os efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, mas para um filme de três milhões de dólares - o que ele era - fizeram um trabalho muito impressionante) e tiveram algumas boas interpretações secundárias - mas no geral não acho que funcionou. Infelizmente.
E: Você tem outros projetos de filmes que possam ir adiante, em um futuro próximo?
GM: Eu tenho interesse constante em "Sandkings". Ele está sempre sendo selecionado. E tem havido algum interesse no Fevre Dream. E Phil ainda está ocasionalmente fuçando e conversando sobre O Armageddon Rag. Mas se alguma dessas coisas realmente vai acontecer, eu não seria capaz de afirmar.
E: Quem o inspirou como escritor? Quem são seus escritores favoritos?
GM: Há muitos escritores que eu gosto. Acho que aqueles que realmente tiveram mais efeito sobre mim foram provavelmente os escritores que li quando jovem. Costumo pensar que essas influências, que você absorve a nível subconsciente antes mesmo de sonhar em escrever, são as influências duradouras. Quero dizer, eu cresci lendo Andre Norton, lendo Heinlein Juveniles, lendo Eric Frank Russell (que eu acho um autor maravilhoso, mas que é por demais esquecido, infelizmente). Lovecraft: quando descobri Lovecraft, fiquei encantado por ele, por razões que tenho certeza de que eu entenderia se ainda tivesse quinze anos [risos].
Hoje em dia, meus escritores favoritos são uma lista diferente. Sou um grande admirador de Jack Vance. Eu não sei se Vance teve. . . Vance exerceu grande influência em Haviland Tuf, que começou na primeira história, "Uma Fera para Norn", como uma tentativa muito consciente de escrever uma história ao estilo "Jack Vance", e se você olhar em "Uma Fera para Norn", sou eu muito arduamente imitar Vance. E há ainda outras partes de Tuf que são muito Vancianas. Mas, fora isso, não acho que Vance tenha tido um efeito profundo na minha escrita. Eu leio muito fora deste ramo hoje em dia. Pessoas como Larry McMurtry, William Goldman, Pat Conroy. Essa é uma lista longa. Eu poderia dar nomes aqui o dia todo.
E: Como começou a série Wild Cards**?** Eu ouvi uma mito sobre isso.
GM: Bem, na verdade começou como um jogo de RPG. Há um grupo de escritores em Albuquerque que ocasionalmente jogam juntos, e eles me arrastaram para algumas de suas atividades. Então, eu joguei vários jogos com eles e eles sabiam que eu era um velho fã de quadrinhos desde a infância. Então, em um ano, no meu aniversário, Vic Milan me deu um jogo de RPG de super-herói chamado Superworld, da qual me tornei o Mestre. E pelo menos metade das pessoas em nosso grupo de jogadores eram escritores profissionais com histórias publicadas. Então eles criaram personagens realmente maravilhosos, e como Mestre eu criei mais personagens do que qualquer outra pessoa. E jogamos esse jogo incessantemente por um ano e meio e colocamos muita criatividade e desenvolvimento nos personagens. Neste ponto, eu finalmente disse, sabe, deve haver alguma maneira de ganharmos dinheiro com isso [risos].
Não, me ocorreu que seria uma excelente série de antologias em um mundo compartilhado, seguindo o modelo de Thieves World . Então, reunimos pessoas, conversamos a respeito, e talvez de meia dúzia a uma dúzia dos personagens foram incorporados. Agora, para deixar claro, não acredito apenas em botar no papel as aventuras dos jogos. Me parece uma boa maneira de obter uma ficção realmente ruim. Digo, jogos são divertidos, mas não são livros. Portanto, muitos de nossos personagens, embora tenham suas raízes no jogo, foram substancialmente alterados e adaptados na transição. Além disso, muitas pessoas envolvidas em Wild Cards não eram membros do jogo. Quero dizer, começamos com o núcleo dos escritores de Albuquerque, mas entrei em contato com muitas pessoas como Roger Zelazny, Howard Waldrop, Pat Cadigan, entre outros - que não faziam parte do grupo de jogos - mas que eu sabia que tinham algum carinho por heróis pulp ou heróis de quadrinhos, todo o conceito de superpotências e que eu pensei que seriam capazes de contribuir com algumas coisas interessantes para a série.
E: Para novos escritores em geral, algum conselho?
GM: Acho que este é um momento difícil para alguém que está estreando. Digo, o início dos anos 70, quando entrei, foi um período muito mais favorável.
O mercado de contos ainda está aberto. Digo, Asimov, Analog, F & SF estão constantemente procurando novas pessoas, porque você não consegue ganhar dinheiro suficiente com elas [as revistas de contos], então as pessoas tendem a não ficar por muito tempo. Ainda é o melhor lugar para estabelecer uma reputação. Eu acho que estabelecer uma reputação nesta época em que há tantos escritores... tornar seu nome algo que os leitores vão lembrar e procurar é uma das coisas mais importantes.
Uma das coisas mais inteligentes que fiz na minha carreira, que fiz por acidente - certamente não planejei – foi não escrever um romance nos primeiros cinco ou seis anos. Porque então, quando o romance foi lançado, não era apenas o romance de alguém que ninguém havia ouvido falar, era o tão esperado primeiro romance de George R. R. Martin, o vencedor do Hugo! Isso me proporcionou um pagamento adiantado muito maior, teve uma certa quantidade de hype, foi resenhado em todos os meios, teve visibilidade. E a maneira como conseguiu essa visibilidade, é claro, foi nas revistas: tendo não apenas um conto ocasional, mas tendo muitos contos [publicados] naqueles primeiros anos. Houve meses em que três revistas foram publicadas, todas com uma de minhas histórias nelas: histórias de capa. Assim, estas vendas iniciais de contos às revistas ainda são um dos melhores jeitos de se fazer isso.
A longo prazo, é claro, você precisará passar para romances se quiser ganhar a vida como escritor profissional em tempo integral. E essa é a parte que está se tornando cada vez mais difícil, principalmente se você é um escritor sério e com ambição. Digo, eu vejo o mundo de Hollywood com o qual lido, e o mundo dos livros de onde venho, estão ficando cada vez mais parecidos a cada ano que passa, e não é Hollywood que está mudando. Os editores de livros estão se tornando cada vez mais voltados para a ficção comercial, para os resultados. Assim, enquanto a empresa estivesse lucrando, eles bancariam um bom autor por alguns anos e alguns livros até que ele encontrasse seu público e estabelecesse sua reputação. Agora, se o seu primeiro livro não ganhar dinheiro, você terá muita dificuldade em vender o segundo. Digo, esta é a situação atualmente. Muitas pessoas dizem que é realmente muito bom comercialmente vender um primeiro romance. Mas se esse primeiro romance não se provar um David Eddings ou um Stephen Donaldson, é comercialmente terrível por a venda seu segundo romance.
E: Tendo participado de Alpem da Imaginação e Wild Cards , você acha que o "mundo compartilhado" está se tornando uma tendência séria ou você acha que é apenas uma fase pela qual estamos passando?
GM: Bem, acho que há um pouco de ambos. Não acho que antologias funcionaram na televisão, o que é uma coisa a lembrar. Veja, Além da Imaginação foi um fracasso, nem um pouco tão bem-sucedido quanto o programa original, que foi de certa forma um programa periférico por cinco anos, por mais aclamado que fosse (e foi um programa maravilhoso que assisti religiosamente quando criança). Em algum momento dos meus discursos aqui [em Danse Macabre] eu acho que vou falar um pouco mais a respeito, mas esta entrevista não será publicado antes do evento, então, apenas adiantando assunto: eu acho que. . . todas as formas de ficção, todas as formas de entretenimento estão se movendo cada vez mais para as séries. Quero dizer, vemos pessoas em nosso ramo olhando para ele com uma visão muito restrita e dizendo "O que está acontecendo com a ficção científica? Essas malditas séries!". Não está acontecendo apenas na ficção científica, está acontecendo com todas as formas de ficção. Está acontecendo na televisão, onde os programas de antologia não conseguem ter sucesso e as pessoas querem programas de séries. Está acontecendo nos filmes, onde você tem Rambo IV e Rocky IX . Qualquer coisa que faz sucesso retornará com em um “II”, no final.
E: Quem você culpa? Você culpa a televisão ou. . .
GM: Não, eu não culpo a televisão. Eu acho que parte disso é a evolução da nossa cultura. Ainda estou procurando algumas explicações sobre isso; não tenho todas ainda. Portanto, isso não é conclusivo como em um artigo acadêmico, mas eu tenho o começo de algumas teorias a respeito. Não sei o suficiente sobre a Austrália para falar sobre a cultura de vocês com qualquer autoridade; eu sempre pensei nisso em termos de Estados Unidos.
Se você olhar para o romance: quando o romance foi concebido, era. . . o próprio nome denota novidade - "o novel", é uma coisa nova, derivada da raiz latina. Mas o romance foi apresentado em um momento em que a sociedade era muito estática, onde as pessoas nasciam em uma cidade pequena e talvez nunca tivessem ido a mais de 48 quilômetros dela (a menos que entrassem em guerra). Quero dizer, as pessoas nasciam na Inglaterra, a cem milhas de Londres; e nunca viram Londres. Eles viveram e morreram sem vê-la. Eles exerciam o ofício que sua família exercia, eles se casavam com a garota da casa ao lado, permaneciam casados ​​com ela por toda a vida, criavam filhos que efetivamente assumiriam o comércio quando eles morressem. Nesse mundo, os romances, com sua promessa de novidade, eram um sopro de ar fresco. Eles o levariam vicariamente a lugares que você nunca iria. Eles o apresentariam a uma gama muito maior de pessoas. Se você estava entediado com as dezessete pessoas que você via todos os dias em sua aldeia, eis aqui outra pessoa que você conheceria, e todos eram novos.
Agora, você olha o que existe nos Estados Unidos. Quando falamos sobre a América hoje, você tem uma sociedade completamente móvel. Digo, eu olho para minha própria vida. Nasci em Bayonne, Nova Jersey. Fui para a faculdade nos arredores de Chicago, que fica a milhares de quilômetros de distância, deixando pra trás todos os meus amigos em Bayonne, perdendo o contato com eles, fazendo novos amigos na faculdade. Eu me mudei . . . na verdade, fui para a escola em Evanston, ao norte de Chicago, e depois me mudei para Chicago [enquanto] meus amigos da faculdade se espalharam por todos os Estados Unidos, e eu conheci outro grupo de pessoas enquanto trabalhava nos meus primeiros anos em Chicago. Ensinei na faculdade em Dubuque, Iowa, novamente me mudando, e depois fui para Santa Fe e depois para Los Angeles. Então, eu estou com quarenta e poucos anos e tive cinco grandes movimentos de milhares de quilômetros na minha vida, o que geralmente significa ter tido um conjunto completamente diferente de amigos. Tive várias carreiras diferentes: ensinei em faculdade, fiz torneios de xadrez, fui escritor, fui roteirista de televisão (o que é diferente de ser escritor de livros). Eu fui casado e divorciado e já estive em vários outros relacionamentos. (Agora estou em um relacionamento há bastante tempo). E sou estável em comparação com algumas pessoas! Quero dizer, há imensa mobilidade em curso.
Eu acho que essa atual é uma cultura em que nada é estável. Ou seja, passa o mais longe possível da cultura que produziu o romance. Digo, sua profissão não está definida, as pessoas estão sempre mudando-a durante a vida. Eles chegam aos quarenta e cinco e decidem: "Bem, eu não quero mais ser advogado, apesar de ter sido treinado para isso a vida toda. Agora, quero navegar de barco pelo mundo". Eles se casam, se divorciam, perdem contato com todos os amigos. As famílias nem ficam mais em contato. Assim, a ficção, que nos fornece vicariamente as coisas que não recebemos na vida, a ficção nos dá estabilidade. Digo, vinte anos podem ter se passado, você pode ter um emprego diferente, você mora a duas mil milhas de onde começou, é casado com alguém diferente, mas Star Trek ainda é o mesmo. Você pode voltar lá, e aqui está esta pequena ilha onde Kirk e Spock ainda vão discutir um com o outro, e eles são quase como que amigos seus, com quem você sempre pode contar para estarem lá. Você não irá ligar para um amigo antigo - e ele se transformou em alguém que você não conhece. Kirk nunca se transforma em alguém que você não conhece. Ele sempre permanece sendo Kirk. E o que eu consigo perceber sobre o sucesso das séries, mesmo dentro do ramo, está sempre relacionado aos personagens. Existe uma relação muito forte com os personagens. Digo, se você participa de um painel chamado Writing the Science Fiction Novel, você recebe perguntas gerais da platéia sobre "Como eu vendo meu romance?" [e] "Como começar quando se escreve um romance?" Você nunca recebe perguntas específicas sobre o livro. Se você aparece em painel sobre Wild Cards ou Thieves World, você recebe perguntas como: ​​"Eu não gosto do que você fez com Hiram Worchester. Quando você vai ajudá-lo?" ou "Você vai dar um descanso para o Tartaruga?" ou "Por Deus, eu não suporto esse tal de Fortunato. Ninguém vai dar um soco na boca dele?" Digo, as pessoas formam esses relacionamentos intensos de amoódio com determinados personagens, e acho que isso é acontece com todas as séries.
E: Muito obrigado.
GM: Claro, o prazer é meu.
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2019.08.21 19:09 Amanda3exceler Good Omens: a jornada encantadora de um anjo e um demônio CSSAT

A série Good Omens é uma jornada encantadora de um anjo e um demônio dias antes do fim dos tempos. David Tennant, como o demônio Crowley, e Michael Sheen, como anjo Aziraphale, respectivamente, garantem momentos incríveis e parece que ambos nasceram para esses papéis.

Good Omens: entenda a trama

O enredo oferece os dois seres sobrenaturais e sua amizade que fazem a série brilhar. O terceiro episódio, intitulado Tempos Difíceis, é o melhor de todos, pois explora a fundo o relacionamento da dupla através dos séculos: piadas sobre religião, história e momentos que podem ofender muita gente, mas na verdade são ótimas sacadas.
Tudo começa no “Fim dos Tempos”: o Apocalipse se aproxima, e o Julgamento Final logo virá para todos os humanos. Essa notícia não cai bem com Aziraphale (anjo) e Crowley (demônio). Os dois são representantes de seus respectivos reinos na Terra, e tem estado nela desde o Início, assim formando uma estranha ligação com a humanidade e os confortos de sua vida. Além disso, os dois são grandes amigos mesmo com suas diferenças claras, então decidem unir-se para ficar de olho no Anticristo para que ele não torne-se tão maligno.

Good Omens: principais personagens

Além de Sheen e Tennant, Good Omens traz um ótimo elenco de apoio: Jon Hamm, que interpreta o Arcanjo Gabriel; Michael McKean, da Better Call Saul, como Witchfinder Shadwell e Benedict Cumberbatch como Satã.
Essa minissérie baseada na obra de Neil Gaiman, está repleta de bons atores e momentos subversivos, mas funciona mesmo quando David Tennant e Michael Sheen estão na tela.

Maratone Good Omens com a CSSAT

A tecnologia do CSSAT trouxe consigo o avanço da TV digital, que tem o intuito de solucionar o problema daqueles que só possuíam acesso aos canais de TV analógicos de má qualidade: o sinal de TV analógico era instável e de péssima qualidade do sinal.
Muitas vezes a tecnologia empregada sofria interferência de diversas fontes, comprometendo a qualidade do sinal, o som e a imagem. Dessa forma, o teste CS é a solução que faltava para você acompanhar sua série favorita. Acesse a sua série predileta com seu celular, tablet, notebook, TV e demais dispositivos. Conte com teste CSSAT e boa maratona!

Conheça o trabalho da CSSAT: https://www.cssat.com.b
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2019.08.21 19:07 Amanda3exceler Lucifer: o diabo mais amado do mundo CSSAT

Lucifer é uma série de televisão americana criada por Tom Kapinos que estreou na Fox em 2016. A protagonizada Tom Ellis, baseou a série no personagem dos quadrinhos criado por Neil Gaiman, mais tarde, se tornou o protagonista do spin-off da série em quadrinhos Lúcifer, escrito por Mike Carey.
Em 2018, a série foi cancelada pela Fox após três temporadas. Um mês depois, a Netflix adquiriu os direitos autorais da série para produzir uma quarta temporada de dez episódios, que foi lançada em 2019. No mesmo ano a Netflix renovou a série para uma quinta temporada.

Por que assistir Lucifer?

A série se desenvolve ao redor de Lucifer Morningstar, que está entediado com o Inferno. Sendo assim, ele renuncia seu trono e abandona seu reinado para tirar férias em Los Angeles, onde dá início a uma casa noturna.
Depois que uma celebridade a quem Lucifer ajudou a alcançar a fama é assassinada, ele se envolve com a polícia de Los Angeles, onde começa a ajudar a Detetive Chloe Decker a resolver casos de homicídio e encontrar os responsáveis para que possa “puni-los”.

Elenco e personagens

Conheça o elenco e os principais personagens da série Lucifer:

Maratone Lucifer com a CSSAT

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2019.08.21 19:04 Amanda3exceler Você já ouviu falar sobre a série Stranger Things? CSSAT

A série mais nostálgica de ficção científica criada pelos Irmãos Duffer, Stranger Things, conquistou uma legião de fãs de todas as idades. Depois de quase 2 anos, sem novos episódios, a trama volta com uma nova temporada cheia de surpresas.

Resumo de Stranger Things

A série de Stranger Things foi lançada em 15 de Julho de 2016, com 8 episódios cheios de suspense.

1.ª temporada (2016)

Em novembro de 1983, na pequena cidade de Hawkins, Indiana, um garoto chamado Will Byers de 12 anos, desaparece misteriosamente.Sendo assim, a mãe de Will, Joyce, torna-se frenética e tenta encontrar Will, enquanto o chefe de polícia Jim Hopper começa a investigar, assim como os melhore amigos de Will: Mike, Dustin e Lucas.
Além disso, uma menina psicocinética que sabe o paradeiro de Will é encontrada pelos três garotos.

2.ª temporada (2017)

Exatamente, um ano após os eventos do desaparecimento de Will, no Halloween de 1984, o garoto voltou para casa e para a companhia de seus amigos, mas ainda está conectado ao tal “Mundo Invertido”. No entanto, mesmo depois de tanto tempo, a pequena cidade de Hawkins, Indiana, não está completamente à salvo.

3.ª temporada (2019)

No verão de 1985, o novo Shopping Star court tornou-se o centro das atenções em Hawkins, levando antigas lojas à falência. Os meninos estão entrando na adolescência, e novos interesses e romances surgem. No entanto, em sigilo, o Laboratório de Hawkins é reativado, causando uma série de blecautes na cidade. É nessa hora que o Will tem a sensação que o portal está sendo reaberto.

Maratone Stranger Things com a CSSAT

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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2019.07.26 18:18 altovaliriano O nexo entre dragões e armas nucleares

Link: https://bit.ly/2JTfFOs
Autor: @Westmyer (gerente de projeto de segurança nuclear na CRDF Global, apresentador do Super Critical Podcast, aluno do Security Study Program da Georgetown University).

Na superfície, Game of Thrones é apenas mais uma série de TV a cabo com batalhas, traições na corte e personagens pouco (ou não) vestidos. Mas ele contém sentidos mais profundos no que concerne a um número inesperado de lições para a vida real sobre paz e segurança. Comentaristas de instituições como a Fletcher School of Diplomacy, Foreign Policy e o Atlantic.com escreveram sobre como este show da HBO - baseado na épica série de fantasia de George RR Martin, As Crônicas de Fogo e Gelo - ajuda a explicar as relações internacionais no mundo real.
Um paralelo, no entanto, escapou a análise: os dragões como metáforas vivas e igníferas para as armas nucleares. Apesar do cenário de fantasia, a história ensina muito sobre os perigos inerentes que vêm com o gerenciamento desses subversivos expedientes, sua propensão para acidentes, os benefícios circunstanciais que concedem aos seus mestres e a tensão que essas armas impõem sobre aqueles que os manuseiam.
"Os dragões são o dissuasor nuclear, e apenas [Daenerys Targaryen, uma das heroínas da série] os tem, o que de certa forma faz dela a pessoa mais poderosa do mundo", disse Martin em 2011. “Mas isso é suficiente? Esses são os tipos de problemas que estou tentando explorar. Os Estados Unidos têm agora a capacidade de destruir o mundo com o nosso arsenal nuclear, mas isso não significa que podemos alcançar objetivos geopolíticos específicos. O poder é mais sutil que isso. Você pode ter o poder de destruir, mas isso não lhe dá o poder de reformar, melhorar ou construir”.
Isso cria uma perspectiva sombria. Ou, como um personagem adverte repetidamente no primeiro episódio: "O inverno está chegando".

(Alerta de spoilers)

Dragões 101. Antes de prosseguir, o bê-á-bá dos dragões: Na concepção de Martin, os dragões são criaturas voadoras que vomitam fogo quente o suficiente para derreter aço, concreto e carne. Aqueles que os domesticam podem montar seus animais em batalha como armas de guerra quase invulneráveis. Um dragão nunca deixará de crescer “desde que tenha comida e liberdade” - assim como os arsenais nucleares crescem continuamente, em tamanho e letalidade, desde que tenham orçamentos inesgotáveis.
Na história, os dragões foram extintos antes que a exilada Daenerys os rearma-se, descobrindo como chocar três dragões a partir de ovos antigos, da mesma forma que os físicos descobriram como liberar o poder das forças elementares do universo. E, assim como as armas nucleares, os dragões não têm o monopólio da violência. Morte e sofrimento ocorrem em escala maciça sempre que as guerras convencionais assolam a terra, transformando jovens soldados em homens despedaçados e tratando a plebe como danos colaterais.
Mas, como o teórico militar Thomas Schelling escreveu em Arms and Influence, a destruição inerentemente acelerada separa as armas nucleares dos instrumentos de guerra usuais. Schelling sugeriu que “esta é a diferença entre armas nucleares e baionetas. Não é no número de pessoas que podem eventualmente matar, mas na velocidade com que pode ser feito ...”. Da mesma forma, a destruição em massa que acompanha o fogo do dragão os torna semelhantes a aviões bombardeiros pesados com cargas nucleares. Isto é especialmente verdade quando o objetivo é montar sua fera alada em batalha, tal qual o piloto de B-52 cavalgando uma bomba nuclear em Dr. Strangelove .
Tanto dragões quanto armas nucleares oferecem a seus donos uma defesa aparentemente barata. “Alguns países podem achar as armas nucleares uma alternativa mais barata e segura de concorrer nas economicamente lamentáveis e militarmente perigosas corridas armamentistas”, escreveu Kenneth Waltz em The Spread of Nuclear Weapons. Com apenas três dragões e menos de 2.000 combatentes, Aegon (o Conquistador) Targaryen já havia colocado a maior parte de um continente sob seu governo, sem tempo ou tesouro desperdiçado com reunião de tropas ou construção de frotas e armamentos. Os programas nucleares também são atraentes para os líderes que estão buscando o maior retorno para o dinheiro investido - ou “veado”, como a série chama a moeda corrente.
A tríade tem três cabeças. Profecias sobre o futuro, feitas por sábios eminentes ou em sonhos misteriosos, desempenham um papel fundamental na vida dos personagens da série. Seja um produto de orientação divina ou um ardil cínico, essas predições dirigem as ações dos personagens e, portanto, influenciam as mudanças nos rumos dos próximos eventos. Interpretar qualquer determinada profecia com precisão, entretanto, se mostra difícil, diante do descarte equivocado de certos fatos; as notícias do renascimento dos dragões, por exemplo, são desconsideradas. Por outro lado, rumores falsos podem ser erroneamente (ou convenientemente) aceitos como verdades absolutas - muito parecido com os relatórios de inteligência do governo Bush sobre supostas armas de destruição em massa no Iraque.
De forma similar, em uma visão durante seu exílio, a jovem Daenerys é informada de que “o dragão tem três cabeças”, levando-a a refletir sobre Aegon, o Conquistador, e suas irmãs montando um trio de dragões na batalha. Isso traz à mente a tríade nuclear dos Estados Unidos, com seus sistemas de distribuição separados baseados no ar, submarinos e terrestres. O atual ambiente orçamentário levou muitos especialistas a considerar fazer cortes na tríade. Entretanto, a resistência é forte entre alguns sábios nucleares, que advertem que o arsenal sempre deve ter três cabeças, caso uma delas seja impedida por falha do sistema ou decapitada por um ataque preventivo.
Outra maneira de interpretar a visão de Daenerys é como a necessidade de buscar aliados para compartilhar o fardo. Assim como Daenerys procura os cavaleiros de dragões para ajudá-la a conquistar o Trono de Ferro, os planejadores de defesa dos EUA tentaram impedir a agressão convencional soviética durante a Guerra Fria, trabalhando em estreita colaboração com os aliados da OTAN. Acordos de compartilhamento nuclear, alianças e ajuda aos programas de armas nucleares britânicos e franceses ajudaram os EUA a montar um dragão de três cabeças para enfrentar o urso soviético.
Dissuasão com dragões. A posse de uma ogiva nuclear não confere automaticamente uma dissuasão efetiva. O possuidor também deve ter os meios para atirar a arma em um alvo, detoná-la no tempo e lugar certos, comunicar intenções aos rivais e proteger seu arsenal de ataques.
Após nascerem, os dragões de Daenerys são frágeis e incapazes de voar grandes distâncias ou de soltar fogo com rendimentos mais altos. Durante seu estágio infantil, seus dragões se comportam mais como armas nucleares táticas do que aquelas adequadas para uma missão estratégica; eles são profícuos apenas em um teatro restrito, como dentro de um espaço fechado. Até que seus bebês-dragões se tornassem mais fortes, eles eram vulneráveis ao aço ou roubo. No entanto, enquanto pudessem sobreviver a um ataque preventivo, poderiam dissuadir o conflito, muito parecido com o que Waltz escreveu sobre pequenas forças nucleares. À medida que os dragões envelhecem, suas escamas endurecem para proteger contra flechas, assim como os silos de mísseis balísticos intercontinentais acabaram sendo fortificados contra tudo, exceto a uma explosão direta no solo. Essas são lições que todo jovem Estado nuclearmente armado precisa aprender.
A dissuasão nuclear é frequentemente caracterizada como impedimento a guerra entre duas ou mais potências nucleares. Mas conceitos estabilizadores como Destruição Mútua Assegurada não existem no mundo de Martin. Sendo a única com dragões, Daenerys saca cidades e incute o terror em seus adversários. Seu ancestral, Aegon, o Conquistador, era o único possuidor de dragões quando sua invasão mirou uma fortificação de pedra maciça; suas muralhas derreteram sob intenso fogo de dragão e agora existem sob um legado de maldição, como as tempestades de fogo que arrasaram Hiroshima e Nagasaki. Essas cidades se recuperaram em grande parte, mas o legado das doenças por radiação e do câncer perdura até hoje.
Os otimistas que aceitam as armas nucleares como uma influência estabilizadora insistem que, por sua própria natureza, essas armas fazem com que os líderes racionais de regimes estáveis mantenham controle estrito sobre os arsenais de seus estados e moderem seu comportamento - ou correrão risco de retaliação. Isso leva à pergunta: o que acontece quando as armas nucleares estão nas mãos de líderes irracionais, países menos estáveis ou agentes não estatais? Felizmente para Westeros, seu "Rei Louco" não tinha dragões à sua disposição. "Queime todos eles", ele rosnou enquanto ordenava que sua cidade fosse incendiada em vez de se render - mostrando como as ameaças retaliatórias pouco significam para alguém determinado à violência suicida.
Waltz rejeitou essas preocupações porque “em um mundo nuclear, agir de maneira descaradamente ofensiva é loucura”. Nestas circunstâncias, quantos generais obedeceriam aos comandos de um louco? Um dos principais personagens da série, Jaime Lannister, desonerou seu Rei Louco do comando ao invés de executar tais ordens, mas só é necessário um general obsequioso para iniciar o Armagedom.
Pois o efeito de tal armamento é devastador. O general Curtis Lemay, ex-chefe do Comando Aéreo Estratégico dos EUA, disse certa vez: “entre o pôr do sol de hoje e o nascer do sol amanhã de manhã, a União Soviética provavelmente deixaria de ser uma grande potência militar ou mesmo uma grande nação” se ele pudesse soltar sua bateria nuclear. O lema da família Targaryen “Fogo e Sangue” poderia facilmente ter enfeitado as bandeiras da Casa Lemay.
Limites ao poder bélico de dragões. Armas nucleares podem ajudar a prevenir ameaças existenciais, mas elas têm uso limitado em outras operações militares ou em metas de política externa. Como o personagem de Tywin Lannister refletiu, um “nenhum dragão ganhou uma guerra em 300 anos. Exércitos as vencem o tempo todo”.
Mesmo com seu triunvirato de dragão, Aegon, o Conquistador, não conseguiu forçar um reino resistente a dobrar o joelho. A maioria dos reinos fictícios de Thrones oferece um ambiente “rico em alvos”, com populações consideráveis vivendo em castelos e buscando estratégias adequadas para a batalha em campo aberto. O reino de Dorne, no entanto, consistia em uma paisagem rochosa, montanhosa, árida e desértica com cidades relativamente pequenas, populações dispersas e amplos esconderijos - o que o tornava mais resistente ao poder bélico de dragões. Após uma guerra prolongada, Aegon encerrou sua campanha porque seus exércitos foram repetidamente emboscados por combatentes da resistência que continuaram se retirando para o interior antes que os dragões pudessem chegar. A paz só foi alcançada através da diplomacia um século mais tarde, e a região preservou um grau mais amplo de costumes e liberdades do que o resto dos Sete Reinos, onde a maior parte da série acontece.
De maneira semelhante, durante a Guerra do Vietnã, os militares dos EUA enfrentaram uma campanha prolongada de guerrilheiros insuscetíveis ao estoque nuclear dos EUA. Um relatório secreto de 1967 produzido pelo grupo JASON determinou que as armas nucleares não ofereceriam nenhuma vantagem militar decisiva. O Vietnã era "pobre em alvos", com linhas de abastecimento difusas e tropas dispersas. Nosso envolvimento terminou quando os Acordos de Paz de Paris declararam que “os Estados Unidos e todos os outros países respeitam a independência, a soberania, a unidade e a integridade territorial do Vietnã”.
De mesma maneira bem parecida, uma Daenerys cheia de turbulência e inabalável confiança toma a antiga cidade de Meereen à força; ninguém ousa desafiar abertamente sua nova rainha ou arriscar a ira de um dragão. No entanto, quando ela começa a se defender, Daenerys encontra dilemas e desafios políticos em que os dragões oferecem pouca ajuda. Vários fãs comparam a luta de Daenerys para alimentar seu povo e acabar com uma insurgência local com a experiência dos EUA no Iraque e sobre as aventuras da União Soviética no Afeganistão. Nesses teatros, as armas nucleares eram inadequadas para alcançar objetivos específicos de política externa. Daenerys acaba confiando em seu exército para conduzir operações de contrainsurgência, e na diplomacia para alcançar uma paz desconfortável com seus vizinhos.
Comando e controle. Enquanto dizem que os senhores de dragão controlam suas feras com “chicote, cornos e feitiçaria”, o sistema de Comando e Controle Nuclear dos EUA depende de uma complexa infraestrutura de “planejamento, direção e controle de operações de armas nucleares das forças militares e das atividades que apoiam essas operações”. Quando Daenerys perde um dragão e aprisiona dois outros, isso leva a um estado de coisas semelhante ao desarmamento unilateral, já que ela não é mais capaz de controlar seu armamento. Se seus dragões se tornarem selvagens demais para ouvir sua mãe, os rivais poderão ver seu arsenal degradado a ponto de não ter a capacidade de mirar e lançar fogo. Os dragões não precisam de mira precisa para acertar os alvos, mas os senhores de dragão são apenas senhores de dragão se mantiverem um controle firme sobre seus sistemas de comando e controle.
Manter tal autoridade é difícil com vários personagens tentando controlar os dragões de Daenerys para suas próprias ambições geoestratégicas. Os filmes de ação de Hollywood estão repletos de conspirações sobre cientistas descontentes, terroristas, elementos do governo desonestos ou supercomputadores mal-intencionados tentando iniciar uma guerra nuclear com as bombas de outra pessoa.
No entanto, os dragões são cobiçados, mesmo que sejam itens difíceis de adquirir. Os proprietários de escravos em Astapor esperavam trocar um dos dragões de Daenerys por seu exército de super-soldados. Em vez disso, eles descobriram que um "dragão não é um escravo" e sua compra saiu pela culatra.
Segundo o professor da Universidade Estadual de Ohio, John Mueller, é improvável que os fornecedores nucleares confiem suas preciosas bombas a grupos que não consigam controlar totalmente. No mínimo, da próxima vez que alguém quiser comprar um dragão para uso pessoal, eles devem verificar se ele vem equipado com um interruptor de segurança ou qualquer coisa que impeça o uso não autorizado.
Uma lição que Daenerys deveria aprender é o valor dos investimentos em segurança nuclear. Durante uma estadia prolongada em uma antiga cidade comercial, seus adversários contornam os protocolos mínimos de segurança de Daenerys e roubam seus dragões. Sem a ajuda de algo como uma equipe de apoio a emergências nucleares, ela perambula pela cidade por dias antes de levá-los para casa. Ela perde o controle novamente quando seu maior dragão escapa.
Daenerys passa a lamentar o quão selvagem seus dragões se tornaram quando problemas domésticos desviam sua atenção de sua administração. Alyssa Rosenberg, escritora de cultura pop do The Washington Post, comparou esses dragões com livre circulação a “material físsil à solta”. Diante de uma situação semelhante na vida real, o presidente Barack Obama iniciou uma série de cúpulas sobre segurança nuclear para fazer um “esforço sério e continuado” para proteger material nuclear vulnerável em todo o mundo. Daenerys talvez devesse reunir conselheiros com uma agenda semelhante.
Pais orgulhosos. Depois de uma era centenária sem dragão, Daenerys proclama-se uma orgulhosa "mãe dos dragões". Hugh Gusterson, colunista do Bulletin e autor de People of the Bomb: Portraits of America’s Nuclear Complex, foi atingido pela "ausência de metáforas da morte e a superabundância de metáforas do nascimento” na emergente cultura de armas nucleares. O secretário de Estado Henry Stimson informou Winston Churchill sobre o primeiro teste nuclear com a seguinte nota: "os bebês nasceram a contento".
A felicidade precoce da paternidade - tanto para as bombas nucleares quanto para os dragões - acabou se desgastando à medida que a força destrutiva dessas armas se tornava aparente. Quando um pai de luto diz a Daenerys que um dragão comeu seu filho, ela fica horrorizada e tenta enjaular seus filhos de temperamento quente. Alguns cientistas nucleares intimamente envolvidos no Projeto Manhattan, como Niels Bohr, Hans Bethe e outros, expressaram preocupação com os perigos nucleares e fizeram lobby contra o uso do que haviam criado.
Perto do final do último livro de Martin, a busca da visão de Daenerys parece convencê-la a abraçar a tradição de conquista dos Targaryen. Reconciliada com seu dragão rebelde, ela aponta seu olhar para Westeros. Ao contrário de alguns de seus colegas do Manhattan Project, o físico Edward Teller perseguiu uma bomba de hidrogênio mais avançada, também conhecida como “Super”. Quando os Estados Unidos testaram essa bomba no Atol de Bikini durante a Operação Castelo em 1954, seu rendimento explosivo foi significativamente maior do que o esperado e espalhou precipitação radioativa por milhas. Muitas pessoas mais tarde sofreram de doença ou morte por radiação, incluindo membros da tripulação a bordo de um barco de pesca japonês chamado Fukuryu Maru - o “Dragão da Sorte”.
Se você brinca com fogo... Armas nucleares e dragões são perigosos mesmo em tempos de paz. Solarestival, um castelo em ruínas outrora usado pelos Targaryens como casa de veraneio, foi palco de uma misteriosa tragédia paralela ao desenvolvimento inicial da bomba nuclear. Membros da família Targaryen acidentalmente desencadearam uma calamidade que matou um de seus ancestrais durante um experimento para trazer dragões de volta ao mundo deles.
Da mesma forma, um relatório da Comissão de Energia Atômica dos EUA afirma que houve 26 ocorrências de exposições acidentais de radiação em experiências nucleares e seis mortes devido a acidentes de criticidade de 1943 a 1970. Em 1946, Louis Slotin, um cientista envolvido no Projeto Manhattan, sofreu uma dose letal de radiação ao calcular a massa crítica na qual ocorre uma reação em cadeia nuclear. O nome da técnica usada neste procedimento: Fazer Cócegas na Cauda do Dragão.
Os dragões de Daenerys são bastante populares entre os fãs dos livros e séries de TV. Se eles apreciam os fortes temas antiguerra adotados por Game of Thrones, eles podem optar por se compadecer pelo dilema de Daenerys ao invés de cobiçar seus rebentos. Martin disse que suas histórias tentam se um testemunho não apenas a glória da guerra, mas das consequências horrendas da violência - sobre inimigos, espectadores inocentes e, finalmente, sobre si mesmo. Dada essa perspectiva e os paralelos nucleares, seus dragões emergem como um dispositivo de enredo cheio de nuances; ao invés de simplesmente criaturas “legais” (ou excitantes), elas são criaturas complexas que podem ameaçar um personagem ou a população como um todo. Quando os livros e os shows terminarem, não seria surpreendente que os dragões de Daenerys tenham um fim trágico, como tantos personagens amados na série; os dragões poderiam se voltar contra seus senhores, Daenerys poderia ter que sacrificá-los em nome da paz, ou os dragões poderiam desencadear desolação involuntária em Westeros. Armas nucleares e dragões podem ajudar a conquistar, mas eles não podem garantir um governo pacífico e estabilidade.
Uma guerra nuclear em nosso mundo primeiro envolveria as cidades em chamas e depois inauguraria um inverno nuclear de uma geração - nosso canto do cisne de gelo e fogo da vida real.
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2019.07.03 15:13 Amanda3exceler The Walking Dead: dê uma chance para o suspense de zumbis CS SAT Soluções em TVs

The Walking Dead é aquele tipo de série que ou você ama, ou você odeia. No entanto, mesmo com os seus furos e decisões questionáveis, é inegável que o seriado é um fenômeno. A história se passa num futuro apocalíptico, onde uma doença faz com que todo mundo que morre, volte como zumbis ou até mesmo os vivos que forem infectados, se transformem nessa horripilante criatura. Parece clichê, mas garanto que não é bem assim!
Caso tenha dúvidas se deve começar a assistir The Walking Dead; ou se abandonou e pensa em voltar, esse artigo é para você. Listamos motivos para você dar uma chance (ou segunda chance) para a história de zumbis mais populares dos últimos anos.

1 – Uma série que tem zumbis, mas o foco são as pessoas

Sim, isso pode soar meio confuso, mas vamos lá: o plot de The Walking Dead é uma história repleta de zumbis. Contudo, não pense que a trama se resume a isso. Muito pelo contrário! Esse contexto apocalíptico é o berço para diversas análises e desdobramentos da mente humana. Afinal, imagine-se no lugar de qualquer um dos personagens: como você agiria? Em suma, TWD mostra que os monstros, muitas vezes, somos nós mesmos.

2 – Inúmeros plot twists

Um bom plot twist (reviravolta na trama) é peça fundamental para sucesso de uma série, filme ou produções do gênero. The Walking Dead faz isso com maestria. Portanto, desconfie dos episódios em que tudo parece calmo, tranquilo… Alguma tempestade está vindo.

3 – O clima de tensão é constante

Você vai ficar grudado na televisão! O ritmo da série é alucinante, e o suspense é muito bem dosado, prendendo o telespectador a cada segundo. E não pense que isso ocorre somente por causa dos zumbis, os humanos geram os climas mais tensos do seriado.

4 – Personagens memoráveis

Os personagens de The Walking Dead são marcantes, tanto os protagonistas, quanto os vilões. Mas claro, existem uns mais chatinhos, como qualquer série. Nos protagonistas, por exemplo, temos o Daryl, um símbolo do seriado. Na ala dos vilões, tivemos alguns nomes de peso, como o Governador e o mais recente, Negan. Todos eles possuem camadas, e nenhum deles é inteiramente bom, nem mal. São gente como a gente, diriam.

5 – A produção é excelente

Sejamos honestos: fazer uma produção com zumbis é um desafio, não importa o quão batido o tema possa parecer. Os efeitos visuais são fundamentais para garantir uma história crível e que não soe tosca para o público. Nesse aspecto, The Walking Dead acerta em cheio! A produção é excelente e, sem dúvidas, a equipe de maquiagem merece muitos elogios!

6 – A série vai adaptar um dos melhores arcos dos quadrinhos

Todo mundo sabe que a HQ de The Walking Dead é um sucesso (se não conhece, vá ler agora mesmo!). A série fez excelentes adaptações ao longo das temporadas, e agora, tem tudo para ficar ainda melhor! Isso porque tudo indica que o arco dos Sussurradores vão ser adaptados para a telinha. Para evitar spoilers, vamos para algumas pequenas informações: esse grupo resolveu abandonar qualquer tipo de civilização, chegando a um nível bizarro de comportamento.
PS: os hábitos e modo de vida grotesco dos Sussurradores supera ainda mais o Governador e Negan.

Maratone The Walking Dead com a CSSAT

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Muitas vezes a tecnologia empregada sofria interferência de diversas fontes, comprometendo a qualidade do sinal, o som e a imagem. Dessa forma, o teste CS é a solução que faltava para você acompanhar sua série favorita. Acesse a sua série predileta com seu celular, tablet, notebook, TV e demais dispositivos. Conte com teste CSSAT e boa maratona!

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2019.07.03 15:12 Amanda3exceler The Good Doctor CS SAT Soluções em TVs

Sucesso no Globoplay, The Good Doctor, a série, estrelada por Freddie Highmore, que acompanha o residente de cirurgia Shaun Murph – um jovem médico recém-formado com autismo de Síndrome de Savant.

Conhecendo a trama de The Good Doctor

A série se apoia no conflito de suas doenças – autismo de Síndrome de Savant – com o desejo de ser médico. O primeiro episódio mostra, por meio de flashbacks do Shaun Murph, nos conta parte de sua trajetória até a vida adulta. Uma criança autista, cujos pais – ignorantes e violentos – não faziam ideia de como lidar com ele. No entanto, sempre teve o apoio de seu irmão, que sempre lhe defendeu de violências vividas no cotidiano.
A motivação de Shaun vai girar em torno do incentivo que ele recebe de seu irmão. Em um ataque de fúria, o pai mata seu animal de estimação. Dessa forma, Shaun conhece o Dr. Aaron Glassman.
Este médico, chefe do hospital San Jose St. Bonaventure, torna-se o grande aliado de Shaun – auxiliando em sua contratação como residente – que luta com todos os seus argumentos para empregá-lo. Sendo assim, o Dr.Glassman precisa enfrentar todo o corporativismo e o preconceito dos médicos do hospital que não acreditam que Shaun, por ser autista, possa ter capacidade de salvar a vida dos pacientes.
Quando Shaun chega ao hospital, um novo show de horrores. O seu tratamento é dispensado pelas pessoas. Sendo assim, para conviver em sociedade, Shaun obviamente desenvolveu alguns mecanismos de auto-defesa que são encarados com estranhamento pelos indivíduos que o cercam. Sua dificuldade de comunicação é latente, Shaun pensa bastante antes de falar e quando fala é depressa. Tem o costume de não olhar nos olhos e de entrelaçar uma mão na outra. Além disso, há no tom de voz uma certeza meio trêmula, como quem junta toda sua coragem pra dizer alguma coisa correta.
A série The Good Doctor cumpre seu papel e apresenta seu personagem principal, os principais conflitos que ele vai viver. Além disso, a trama nos deixa aos prantos ao contar a história de amizade dos irmãos e esperança de adquirir o seu espaço no meio corporativo do hospital. Shaun mostra que somos todos seres humanos lutando contra nossos próprios problemas.

Principais personagens de The Good Doctor

Gostou The Good Doctor?

O trabalho desenvolvido pela produção de arte, fotografia e trilha sonora pontual, “The Good Doctor” traz para os dias atuais, toda a parte ficcional, um conjunto de informações sobre um acidente que é pouco conhecido pela sociedade diversa. Assista The Good Doctor!

Assista o que quiser com a CSSAT!

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2019.07.03 15:00 Amanda3exceler The Big Bang Theory: cinco coisas sobre o final da série CS SAT Soluções em TVs

ATENÇÃO: ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS SOBRE AS TEMPORADAS DE THE BIG BANGH THEORY.
Quando uma série de 4 nerds estreou em setembro de 2007, poucas pessoas apostaram no sucesso estrondoso que estava por vir. O gênero de comédia é um dos mais explorados na televisão americana, sem muito esforço, podemos lembrar inúmeras comédias marcantes: Friends, How I Met Your Mother, Two and a Half Men e claro, o assunto deste artigo: The Big Bang Theory.
Como destaquei acima, a primeira temporada chegou em 2007 com uma premissa que ousava diante de um tema comum: narrar a história de um grupo de amigos. O principal diferencial da série era o fato de ser quase totalmente focada em uma cultura geek. Os protagonistas do seriado, Leonard, Sheldon, Raj e Howard, formam um grupo peculiar: um físico experimental; um físico teórico; um astrofísico e um engenheiro aeroespacial.
Mas não pense que a série é apenas uma grande referência a cultura nerd. O roteiro acerta a mão ao inserir uma personagem, a vizinha de Leonard e Sheldon, Penny, que é o oposto do grupo: uma aspirante a atriz e garçonete. Sem dúvidas, o contraste entre essas personalidades é um dos principais destaques do programa.
Ao todo, a série teve 12 temporadas e um total de 279 episódios. Se, ao longo dessa jornada você se perdeu, parou de ver ou ficou confuso com algumas mudanças, separamos as principais informações que você precisa saber para facilitar a compreensão do último episódio do seriado.

1 – Leonard e Penny ficam juntos!

Um dos casais mais queridos do universo das séries termina juntos! Após muitas idas e vindas, Penny e Leonard casaram-se na nona temporada, em uma simples e reservada cerimônia em Las Vegas. Na décima temporada, um segundo casamento foi realizado, reunindo parentes e amigos.

2 – Sheldon Cooper está casado!

Sheldon é um dos personagens mais emblemáticos da televisão. O jeito peculiar e muitas vezes meio bizarro (um bom bizarro, aliás) é um dos melhores atrativos da série. Ao longo dessas 12 temporadas, Sheldon foi o personagem que mais evoluiu. Se antes era uma tormenta qualquer tipo de contato físico com outros ou até mesmo manifestação de emoções mais intensas, o físico teórico superou essas barreiras. No final da décima primeira temporada, Sheldon Cooper casou-se com Amy Farrah Fowler, em um cerimônia que derreteu o coração de qualquer fã.

3 – A primeira filha nerd!

O primeiro nerd a ter um filho foi Howard. Na décima temporada, nasceu a filha do engenheiro aeroespacial com Bernadette. Em homenagem ao famoso cometa, a bebê recebeu o nome de Halley. Já na décima primeira temporada, nasceu o segundo filho do casal: Neil Michael, em homenagem ao astronauta Neil Armstrong e ao pai de Bernadette.

4 – Raj ainda não encontrou um relacionamento estável

Se todos os outros personagens conseguiram formar casais fofos e excêntricos, Rajesh Koothrappali ainda não encontrou sua alma gêmea. Um dos personagens mais queridos do público, o astrofísico até conseguiu resolver (em partes) a doentia timidez, começando inclusive, alguns relacionamentos, mas sem grandes avanços.

5 – Sheldon e Amy estão próximas de ganhar um nobel da física!

O casal mais nerd do planeta decidiram trabalhar juntos em um ousado projeto que visava comprovar a teoria da supersimetria. Claro que esse plot teve alguns percalços no caminho: os dois cientistas se envolveram em uma briga por plágio e quase que o crédito de Amy na pesquisa teve que ser removido. Dessa forma, no derradeiro episódio da série, acompanhamos a conclusão de uma das situações mais especiais de The Big Bang Theory.

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2019.07.03 14:58 Amanda3exceler True Detective: muito além de uma simples série policial CS SAT Soluções em TVs

Não é novidade para ninguém que a HBO tornou-se sinônimo de produções de qualidade. O carro-chefe do canal, sem dúvidas, é a bem-sucedida “Game of Thrones”, além de outros seriados arrojados como “Westworld” e “Big Little Lies”. No entanto, dentro do excelente catálogo do canal, existe uma preciosidade que merece bastante atenção: o suspense policial “True Detective”.
Se você curte seriados policiais mais populares, como CSI, Criminal Minds, entre muitos outros que surgiram nas últimas décadas, True Detective pode causar uma pequena estranheza no começo, mas nada que fará você se arrepender de dar uma chance ao seriado. Para começar, o programa foi lançado em forma de antologia, ou seja, cada temporada apresenta uma nova história com atores diferentes das anteriores.
A primeira temporada, por exemplo, narra a história sobre uma investigação de um assassinato bizarro, em 1995, que é reaberto em 2012. As vidas dos dois detetives, Rust Cohle (Matthew McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson), colidem e se entrelaçam na busca desse serial killer implacável. Ficou interessado? Para te dar uma forcinha, separamos abaixo alguns motivos para você maratonar o aclamado suspense policial da HBO!

1 – Mistério, mistério e mais mistério!

Boa parte da trama é narrada a partir do ponto de vista sobre os eventos de 1995. Dessa forma, há várias dúvidas abordadas e muitas possibilidades para serem exploradas. O roteiro é assertivo neste começo, colocando uma série de mistérios nos primeiros episódios da série. Ou seja, fãs que adoram uma teoria ficam bastante entusiasmados tentando desvendar o crime.

2 – Puro realismo

Diferente de outras séries do gênero, True Detective é cruelmente realista. Sendo assim, você vai assistir cenas com situações bem verossímeis na rotina de investigações policiais, na própria entidade policial e nas relações entre os envolvidos. Aliás, aqui é importante um adendo: o seriado não é indicado para quem tem estômago fraco e evita ver programas mais pesados; já que há cenas marcantes de violência, em algumas situações, envolvendo ainda crianças (esteja avisado!).

3 – Violência com propósito

A violência é um recurso amplamente usado nas produção de entretenimento. O diretor Tarantino, por exemplo, faz um grande e belíssimo uso de situações que, normalmente, são horrorosas. Isso só é capaz pois a violência exposta tem um propósito, e não está lá apenas como apelo visual. Em True Detective temos essa mesma situação: tudo que é mostrado precisa ser exibido dessa forma para mergulhar o telespectador no obscuro mundo que nos é revelado pouco a pouco.

4 – Elenco de primeira

Os dois detetives que protagonizam a primeira temporada são atores que acumulam dezenas de prêmios e indicações. Matthew McConaughey estrelou o brilhante Clube de Compras de Dallas; e Woody Harrelson, fez parte das adaptações de Jogos Vorazes.

5 – Uma boa série começa com uma boa abertura

Existem dois tipos de fãs de seriados: os que se importam com abertura; e os que não ligam. Faça um exercício rápido: me diga quantas aberturas icônicas de séries que você se lembra? Eu penso nas entradas de CSI, ao som de The Who. Recentemente, tivemos a soturna abertura de Demolidor, da Netflix, podemos citar também a emblemática intro de Vikings que passa todo o clima do programa.
Com True Detective não é diferente! A sequência de abertura, ao som de “Far From Any Road”, da banda The Handsome Family, cria um clima obscuro que completa perfeitamente a série. Toda a sequência, com imagens que se sobrepõem, e a própria letra da canção, vão ganhando sentido conforme você avança no seriado.

6 – Final

Pode falar, com toda essa propaganda positiva, aposto que ficou uma dúvida na sua cabeça: será o que o final da temporada condiz com toda a expectativa que a série provoca? Embora seja uma opinião pessoal, há um consenso que o fim da primeira temporada é quase tudo o que um fã poderia esperar. Digo quase pois pode faltar um detalhe ali, outro aqui, coisas bem subjetivas. No geral, a narrativa é muito bem construída e o seu desfecho que faz jus a toda história desenvolvida.

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2019.07.03 14:50 Amanda3exceler Chernobyl CS SAT Soluções em TVs

A HBO não costuma brincar em serviço. Sendo assim, a emissora tem em seu portfólio de séries incríveis como: Game Of Thrones, True Detective, Euphoria, Westworld e Watchmen. E Chernobyl, sem dúvidas, entra na lista de melhores seriados já produzidos pela Home Box Office (HBO). Além disso, a série une uma produção incrível com uma história real de pavor, aproveitando também para mostrar o que de fato aconteceu no dia 26 de abril de 1986, na Usina Nuclear de Chernobyl em Pripyat, Ucrânia.

Conhecendo a trama de Chernobyl

A série contém cinco episódios que retrata o acidente nuclear na usina de Chernobyl, ocorrido na antiga União Soviética em 1986. Este ocorrido é considerado o maior desastre da espécie humana. Os dados a respeito das consequências dessa tragédia, gerada pela explosão, são alvo de questionamento até os dias atuais. Entretanto, qualquer tipo de informação e dúvidas sobre este acontecimento, foram ocultados pelo governo da época.
No começo do episódio, o bombeiro Dyatlov vê que existem pedaços de grafite do lado de fora da usina, o que indica o motivo da explosão do reator. No entanto, Dyatlov prefere não acreditar e simplesmente ignorar o que está vendo com seus próprios olhos. Além disso, ele é o responsável por solicitar a presença de outros bombeiros para apagar o “incêndio”. A teimosia do funcionário mais experiente da usina é uma das coisas mais revoltantes durante o episódio inteiro.

Até agora, não consegui suportar a cena dos bombeiros chegando para combater o “incêndio”. Afinal, a maneira como o acidente impacta as vidas das pessoas que moravam perto da usina é mostrada de forma incrível. O roteiro desenvolvido por Mazin é capaz de envolver os espectadores com a história terrível das pessoas que estão sendo expostas a radiação.
Embora a explosão seja o ponto principal de partida e de chegada para toda a série, é a mentira que estará sempre nas entrelinhas – às tentativas de evacuação, situando-os sob diferentes perspectivas até o julgamento dos principais responsáveis pela tragédia que matou diversas vidas.

Elenco de Chernobyl

Quantas pessoas morreram por causa da radiação?

Segundo a Organização Mundial da Saúde 9.000 mil pessoas morreram devido à exposição à radiação de Chernobyl. No entanto, outras estimativas colocam o valor de 60.000 mil. Entretanto, a Rússia ainda fala que número oficial de mortos é de apenas 30 pessoas.
Parece sombrio, mas Chernobyl é um drama fascinante que está cheio de recompensas em sua narrativa. Considerado um dos relatos mais pesquisados, no entanto, ainda é muito mal compreendido. Além disso, ele aborda os sacrifícios feitos pelo povo russo em seus esforços para realizar organizar a bagunça patrocinada e/ou criada pelo Estado.

Com o CSSAT você poderá acompanhar a série “Chernobyl” na HBO

O trabalho desenvolvido pela produção de arte, fotografia e trilha sonora pontual, “Chernobyl” traz para os dias atuais, toda a parte ficcional, um conjunto de informações sobre um acidente que é pouco conhecido pela sociedade diversa.
Por fim, a tecnologia trouxe consigo o avanço da TV digital, que tem o intuito de solucionar o problema daqueles que só possuíam acesso aos canais de TV analógicos de má qualidade: o sinal de TV analógico era instável e de péssima qualidade do sinal. Muitas vezes à tecnologia empregada sofria interferência de diversas fontes, o que comprometia a qualidade do sinal, prejudicando o som e a imagem. Por isso, o teste CS é a solução que faltava para você acompanhar sua série favorita. Acesse a sua série predileta com seu celular, tablet, notebook, TV e demais dispositivos. Conte com teste CSSAT e boa maratona!
A série Chernobyl é exibida no canal HBO todas às sextas-feiras às 21h e os capítulos também estão disponíveis no aplicativo de streaming HBO Go.

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2019.07.03 14:40 Amanda3exceler Game Of Thrones: motivos para começar a gostar CS SAT Soluções em TVs

A série Game of Thrones criada por David Benioff e D. B. Weiss, é baseada na série de livros: “A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin.”. Para quem não sabe, a série foi filmada em diversos lugares, como Canadá, na Croácia, na Islândia, em Malta, em Marrocos, na Espanha, na Irlanda do Norte, na Escócia e nos Estados Unidos. Assim como outras adaptações, GoT não é totalmente fiel aos livros. George R. R. Martin, participa como co-produtor executivo, mas são os showrunners quem determina o que vai passar ou não na HBO.

O começo

O Norte, considerada a região maior de toda Westeros, pois possui florestas e montanhas cobertas por neve. Além disso, sua área é governada pela Casa Stark de Winterfell.
Tudo se inicia, quando a família Stark recebe a visita do Rei dos Sete Reinos, exigindo que Eddard Stark, um dos responsáveis por governar o Norte, seja seu braço direito – conselheiro. Entretanto, a esposa de Eddard Stark – Catelyn Stark – recebe uma carta avisando que a família Lannister não é confiável. Por ser uma mãe zelosa e uma articuladora implacável, a rainha Cersei Lannister mantém um caso extraconjugal com Jaime, seu próprio irmão gêmeo. Ao tentar esconder o incesto, Catelyn Stark descobre rumores que lhe dão motivos para desconfiar de sua família.
Não se importando com aviso, Eddard Stark vai para Porto Real, sul do continente e capital dos Sete Reinos. Durante sua trajetória, ele descobre segredos da Família Lannisters, que involuntariamente irão desencadear guerras, assassinatos e reviravoltas em toda a série.

Trono de Ferro

Após as revelações sobre os Lannisters e a morte do rei Robert, inicia-se o jogo pelo Trono de Ferro. A partir deste momento a série começa a apresentar outros núcleos, mostrando que o eixo Stark e Lannister não é o principal.
As Casas Targaryen, Greyjoy, Tyrell e Martell são algumas das que tentam governar os Sete Reinos. Afinal, os Targaryen, representados por Daenerys, julgam ser os legítimos merecedores da coroa, uma vez que o pai de Daeny que foi morto por Jamie Lannister. Sendo assim, Daenerys ressurge em terras mais distantes, onde, durante algumas temporadas, ela reúne um exército forte com a intenção de recuperar seu lugar no Trono de Ferro, ao lado de seus três dragões. Apenas ela é a única que consegue evitar que os dragões causem mortes desnecessárias.
Atualmente, GoT é uma referência perfeita à política de modo geral. Seus conflitos fazem paralelo com a política internacional e nacional.

O Inverno está chegando / “Winter is Coming”

Em Game Of Thrones, a disputas políticas pairam sob Westeros o perigo dos White Walkers. Essa ameaça é tida como duvidosa, uma vez que ninguém sabe direito se essas criaturas são reais, mostrando que a magia na série nunca é óbvia.
Chamados de “Os Outros”, os congelados habitam regiões inexploradas além de viver na única estrutura que protege o Norte dos riscos que os White Walkers oferecem, visto que eles podem congelar os locais por onde passam, matando qualquer ser vivo.
Dessa forma, cabe ao bastardo Jon Snow, atual comandante da Muralha, responsável pela tarefa de defender Westeros dessas criaturas estranhas. Após ser alçado a rei do Norte, Snow precisa convencer os outros reinos de que existe uma ameaça em comum que todos precisam lutar. entretanto, essa tarefa não será nada fácil.

Não deixe de acompanhar a série…

Cada temporada possui dez episódios, no entanto, a 7ª e a 8ª (últimas temporadas), terão apenas sete capítulos. A HBO fez um vídeo de quase oito minutos narrado por Samuel L. Jackson com alguns fatos importantes que acontecerão no final da trama. Confira o vídeo!

Acompanhe a série GoT da HBO com o teste CSSAT

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A série Game Of Thrones é exibida no canal HBO todos os domingos às 21h e os capítulos também estão disponíveis no aplicativo de streaming HBO Go.

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2019.04.25 19:58 Amanda3exceler Acompanhe a série Game of Thrones com o teste CS Sky

Nem todas as pessoas têm acesso a tv à cabo. Por isso, surgiu a ideia de desenvolver o teste CS Sky, pois com o teste, você vai poder acompanhar a 8º Temporada de Game of Thrones. Afinal, a tecnologia CS possibilita assistir filmes, séries e outros programas da TV à cabo, de forma simples, econômica e rápida.
Sabemos que a série Game of Thrones é um dos maiores sucessos atuais da televisão do mundo. A adaptação dos livros “As Crônicas de Gelo e Fogo“, de George R. R. Martin, conta a história de um território medieval, que é dividido em sete reinos. No entanto, cada um pertencente a uma poderosa família. Por fim, todos querem tomar o poder do Trono de Ferro, e tornar-se rei de Westeros.
Além disso, a série entrou para o Livro de Recordes como a série dramática com a maior transmissão simultânea ao redor do mundo. Este número foi alcançado graças ao 2º episódio da 5º temporada (The House of Black and White).

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2018.10.18 06:36 lcerch "A Maldição da Residência Hill", da Netflix.

É o mês do Halloween na gringa e há lançamentos pra lá e pra cá de mídia de terror.
Antes de mais nada, gostaria de dizer que eu amo filmes de terror (psicológicos, fantasmagórico, demoníacos ou só susto mesmo).
Dito isso, meus caros bredditors, se vocês também curtem esse rolê, deem uma chance pra "A Maldição da Residência Hill", da Netflix.
Curiosidades: essa série foi baseada em um livro das antigas, já tiveram até uns 2 ou 3 filmes "baseados" no livro, porém, na série, o diretor se juntou com os roteiristas e quis fazer algo diferente. E deu certo.
É aquela mesma história de "família nova se muda pra uma casa assombrada que mexe com eles", mas é bem mais que isso.
Não quero dar spoilers, mas vou dar umas dicas (que o próprio diretor disse em uma entrevista):
pelo menos uma vez em cada episódio, há um "rosto/ser fantasmagórico" escondido no 2o ou 3o plano de cada episódio (eu vi alguns e fiquei arrepiado... e, poxa, dá uma fechada do furico)
Outra dica (essa é minha mesmo): assista aos poucos, pq são 10 eps, de, em média, 1h cada um e há muitos detalhes que podem ajudar a desvendar o "segredo"
Eu amo filmes de terror e tô acostumado. Teve um ou outro momento q olhei e me arrepei e, ok, até gritei um pouco. Pq, né, vejo numa TV grande e com fones de ouvido bem alto.
Ah, outra dica, mais técnica: repara no ângulo da câmera, nos cortes... Principalmente no 6o episódio. E na atuação. E em todos os detalhes do cenário.
Me caguei vendo, mas vou ver de novo tanto pq acho que é sensacional e pq não tem mais nada q dá MEDO mesmo nesse mês de Halloween.
Aproveitem
E saibam que o fanfasma é aquele que está dentro de você :)
Edit: erros de gramática e algumas partes faltando
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